Os louros vão para Dilma

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Quem ouviu, ontem, o discurso do ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração) na solenidade de entrega de equipamentos e máquinas agrícolas aos municípios na sede do Incra, no Recife, saiu convencido de que já está falando como candidato do PT a governador do Estado.

Não fosse a presença do vice-governador João Lyra Neto, que chegou de última hora para representar o governador Eduardo Campos, Bezerra provavelmente não tivesse mencionado a mão do Estado na parceria com a União.

O ministro repetiu por várias vezes que as máquinas motoniveladoras e retroescavadeiras para 49 municípios do Estado, com recursos da ordem de R$ 22 milhões, originários do PAC, só saíram por uma determinação da presidente Dilma.

“Dilma quer todos os municípios do Estado contemplados com essas máquinas até setembro”, disse Fernando, sob o olhar curioso e atento do vice-governador. Lyra aproveitou a ocasião para fazer o contraponto.

“Pernambuco está fazendo a sua parte e o Governo Federal começa a resgatar uma dívida que tem com o povo do Nordeste”, disparou o vice-governador, como se estivesse claramente defendendo Eduardo, ausente da cerimônia por ter ido cumprir agenda oficial no mesmo horário no Rio de Janeiro.

Bezerra chegou à pasta da Integração por indicação de Eduardo, que sofreu resistências para bancá-lo, principalmente das lideranças socialistas do Ceará (leiam-se os irmãos Gomes).

Mas a candidatura de Eduardo ao Planalto provocou um cenário inusitado: por falta de quadros no PT, o ministro é a carta na manga que Dilma encontrou para tentar atrapalhar o projeto nacional do governador.

E, assim, trabalhar com um cenário que dê ao PT as condições necessárias para enfrentar o nome que o governador vir a escolher para disputar a sua sucessão. A política tem dessas coisas!

(Blog do Magno)

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