O estado jogou a toalha!

O estado jogou a toalha!

Precisa-se urgentemente de choque de autoridade! Uma vergonha nacional; caos geral! Retóricas oficiais vazias, sem substância confiável, falácias, mentiras enganosas que causam náusea, enfim, autênticas quimeras de cabelos compridos.

O povo não é palhaço nem curto de inteligência para se acocorar diante das técnicas do ilusionismo cruel, coroado de efeitos e truques e não suporta mais a inércia e a incúria de mãos dadas com uma camada de capiongos que turvam o poder, desmoralizando-o para enfim se locupletarem com o erário.

O cinismo é um brasão que se estampa no peito com muito orgulho de impunidade! Não precisam agir à sorrelfa, mas às escâncaras, pois confiam na blindagem do corporativismo que procura estratégia para embaraçar a ação judicial.

Pais do medo das famílias que não têm sossego nem proteção. Os criminosos matam por prazer centenas de inocentes por dia. Bandos e mais bandos de assaltantes a bancos, dinamitando-os em plena luz do sol. Reúnem-se vinte a trinta bandidos, a bel-prazer, compostos de armas pesadas, fazem o que querem, matam, roubam e somem nababescamente, sem qualquer preocupação.

Seja você sua própria segurança, não espere proteção do Estado, porque é debalde. Ninguém protege ninguém. As residências tornaram-se xadrez familiar. Confie em Deus e em você, porque os próprios policiais apegam-se ao Divino para não ser abatido pela onda de fúria dos assaltantes e traficantes que impõem sua lei neste solo tupiniquim.

Policiais não viajam fardados em transporte coletivo, à exceção dos desavisados. Viajar à paisana, sua identidade bem escondida ou até mesmo dentro de sua bagagem. No bairro onde mora, principalmente nas capitais, nem mesmo seus vizinhos sabem que ele é policial, mesmo porque seu fardamento é conduzido dentro de sua sacola.

Pergunta-se, então, que país é este, em que bandidos invadem quartéis e furtam armas e munição. Que país é este em que traficantes fecham o comércio. Vivemos uma democracia de respeito ou uma anarquia sem limites? Desmintam-me se tiverem argumentos! É esta a verdade nua e crua.

Que país é este em que se convive com os respectivos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado envolvidos em escândalos, sob a mira do Judiciário devido a motivos escusos. Respondam-me, por favor. Assaltantes — mais de vinte — trancaram policiais dentro da unidade militar, passaram corrente em toda frente do prédio para impedir que viaturas saíssem e, em seguida, arrombaram dois caixas eletrônicos da cidade. Festejaram o sucesso da empreitada com centenas de tiros de fuzil. Isso está certo? Soldados terem que se ajoelhar e pedir aos assaltantes que tivessem piedade para não ceifar suas vidas. Isso está certo?

País da célebre “cracolândia”, uma pasta que desgraça nossa juventude, e até o momento o Estado está impotente para barrar essa epidemia de destruição de nossos jovens. Os organismos policiais, principalmente o serviço de inteligência, estão perdidos, sem encontrar forma de combater a disseminação desse demônio causador de violência e crimes de toda a espécie. Infelizmente o Estado jogou a toalha, não podendo demonstrar ao povo brasileiro como exterminar essa anarquia que intranqüiliza a família brasileira.

A verdade é que os mandões, chamados de “bacanas do poder”, salvo pouca e honrada exceção, são legisladores nepotistas e de causa própria que votam de acordo com o “mercado”. Ministros, governadores, senadores, deputados, muitos deles respondendo a processo judicial por improbidade, verdadeiro descaramento, cinismo profundo, sem pensar na tranquilidade social, preocupando-se apenas com futuras eleições, salvando a própria pele, deixam o povo na mira dos bandidos, traficantes e assaltantes armados em todo o território nacional.

Estão confusos quanto à maioridade penal, em face de crimes absurdos praticados por menores de idade. Por certo, sabem que a juventude está perdida e drogada por culpa, também, do próprio Estado. Este jamais se preocupou em dar assistência condigna às famílias que conviveram, por muito tempo, com a miséria. Seus filhos nasceram no leito do crime e hoje ou estão mortos ou estão recolhidos nas prisões, por falta de posicionamento do Estado  que é impotente para subir morros e favelas, raiz do crime.

Nosso sistema carcerário é o limbo da sarjeta, falência que não ressocializa nenhum marginal. Os encarcerados saem da prisão com pós-graduação para mostrar suas habilidades profissionais do ato ilícito.

A Presidenta Dilma Rousseff está sendo vaiada em público e as ações violentas estão presentes nas capitais, posição do povo em revolta, enfrentando contingentes policiais. Algo está sem ordem, pois até mesmo o Partido dos Trabalhadores que dá sustentação à Presidenta acha-se presente nas páginas policiais. Faz-se, então, necessário um choque de autoridade e de respeito que inspire confiança. A anarquia está ferindo nossa Democracia e esta tem que ser mantida, doa em quem doer.

A verdade é que a Democracia está transformada em conflitos sociais, larápio dos cofres públicos, baderna em todo canto, revolta popular, tiroteio em supermercados, lojas, shoppings, etc. Crack, cocaína, maconha em larga escala. Jovens em franca prostituição, parindo que nem rato para receber dinheiro do programa “Bolsa Família”, legiões de ociosos que não querem trabalhar, que fogem da lavoura, pois confiam no cartão de crédito gratuito, aldeias indígenas tomadas pelo tóxico, enfim, uma desgraça em minha Pátria. É preciso dar um basta e se voltar ao Estado de Direito, nos trilhos da ordem e, para tanto, faz-se necessário e urgente um “Choque de Autoridade” para que a paz social reine em nossa querida pátria.

Será que não é absurdo uma “feira” de trinta e nove ministérios? Respondam-me se, de fato, isto não é uma brincadeira. Cada presidente de partido é contemplado com um ministério! Não é interessante?

As passeatas botam os policiais de pé, dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, humilha-os e os agridem com “porrada”, tocam fogo em bancos, saqueiam e tranquilamente se dispersam, sem o menor disfarce. Não é engraçado para nossa soberania?

Impostos exorbitantes, os maiores do mundo, sem retorno e gastos de bilhões de reais com arenas de futebol com vistas à realização de jogos da copa, muito deles verdadeiros elefantes brancos, enquanto os setores de saúde e educação vivem pedindo esmolas! O povo está revoltado e com razão. Dizia o grande abolicionista, filho de uma alforriada negra, José do Patrocínio: “Ou obedece à vontade do povo ou cai!”.

 

Geraldo Dias de Andrade é Cel. PM/RR – Bel. em Direito – Membro da Academia Juazeirense de Letras – Escritor – Cronista – Membro da ABI/Seccional Norte.

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