Dilma: não há consenso que havia em relação a Collor

Dilma: não há consenso que havia em relação a Collor

Negociação de votos no plenário será mais fragmentada que na comissão

Na comparação com o impeachment de Fernando Collor de Mello em 1992, falta hoje contra a presidente Dilma Rousseff o quase consenso que havia na época em relação ao então presidente da República. Atualmente, há uma divisão maior entre as forças políticas e também na sociedade.

Se Dilma cair, haverá uma parcela significativa da sociedade e do mundo político a contestar o resultado. Por isso, qualquer um dos lados poderá vencer no próximo domingo, dia para o qual está prevista a votação do pedido de abertura de processo de impeachment no plenário da Câmara.

Quem vencer terá uma missão dura no dia seguinte, porque não será fácil para Dilma reinaugurar seu governo. Tampouco o vice-presidente Michel Temer terá facilidade para obter estabilidade política.

Na atual crise, o Brasil perdeu a capacidade de criar consensos políticos, estimulando a divisão na sociedade, acirrando a disputa partidária e trazendo reflexos negativos para a economia.

No dia seguinte à votação do impeachment, Dilma ou Temer terão de estar conscientes de que precisarão reconstruir pontes. Ou só terão mais ruína a administrar, piorando a vida dos brasileiros, sobretudo dos mais pobres.  (Kennedy Alencar)

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