Matadouro: Executivo não envia representante para Audiência Pública, mas deputado garante encaminhamentos

Matadouro: Executivo não envia representante para Audiência Pública, mas deputado garante encaminhamentos

por Mônia Ramos/GRFM

Será construído um novo Matadouro ou reformado e reaberto o que foi recentemente fechado pela Prefeitura de Petrolina? Essa pergunta ainda está sem resposta. O assunto foi debatido em audiência Pública, na manhã desta sexta-feira (06), na Câmara de Vereadores, iniciativa do deputado estadual Miguel Coelho (PSB). Foram ouvidos parlamentares, representantes do Governo do Estado, Ministério Público, Adagro, associações de marchantes e de trabalhadores rurais. Nenhum representante do Executivo Municipal atendeu ao convite do deputado para discutir sobre o abate clandestino de animais no Sertão do São Francisco e o fechamento do Matadouro Público de Petrolina.

O deputado destacou que serão feitos dois encaminhamentos ao Governo do Estado e a prefeitura municipal. Um é a possibilidade de reformar o equipamento público ou construir um novo matadouro. “A Adagro se comprometeu de fazer esse estudo de reforma, para levantar quanto custa, o valor previamente analisado seria de R$ 2 milhões a R$ 2,5 milhões de forma a adequar o Matadouro com todas as condições sanitárias exigentes, como também o projeto que foi oferecido para a construção de um novo matadouro, pelo Governo do Estado, orçado em mais ou menos R$ 6 milhões, e precisamos saber qual o melhor local. Temos um projeto executivo, de engenharia civil, a gente precisa de uma viabilidade econômica, técnica”, argumentou.

Além dos marchantes e feirantes, que lotaram o plenário da Casa Plínio Amorim, os deputados Adalberto Cavalcanti (federal-PTB) e Odacy Amorim (estadual-PT), estiveram presentes na reunião.

Cavalcanti garantiu que destinará uma emenda parlamentar no valor de R$ 1,5 milhão para a reforma do matadouro, independente dos eu rumo político em 2016. “Os equipamentos do matadouro são bons, ali só precisa de uma reforma, de uma limpeza”. E desafiou o prefeito.“Eu tenho coragem de largar o meu mandato de deputado, se o prefeito Lossio me nomear secretário e depositar R$ 300 mil para eu reformar o matadouro, dentro da normalidade”.

Amorim disse que vai buscar conversar pessoalmente com o prefeito na tentativa de resolver os impasses que impossibilitam o abate atualmente no município. “Talvez o prefeito não tenha vindo, ou não tenha mandado um representante por entender que o ambiente aqui era hostil, mas vou buscar conversar pessoalmente com ele para resolvermos esse problema”.

Os marchantes argumentaram que é inviável financeiramente o abatimento de animais na vizinha cidade Juazeiro (BA), devido custos altos cobrados no abatedouro da Bahia. E que os altos preços do abate tem estimulado o abate clandestino em Petrolina (PE) e assim, colocada em risco a saúde pública da região.

O vereador Ronaldo Cancão (PTB) criticou a atual administração municipal pela posição de fechar o Matadouro. “Depois de 30 anos, Petrolina volta a consumir carne clandestina, isso é um absurdo. O prefeito divulgou uma matéria dizendo que era mais saudável consumir carne clandestina do que a abatida no Matadouro, esse ato foi de total irresponsabilidade do prefeito Julio Lossio (PMDB).

Miguel também criticou também a ausência de representantes do executivo municipal na audiência. “É uma pena que em um debate tão impostante de interesse popular não tem um representante da prefeitura, não tem a presença de vereadores da Bancada de situação. Isso mostra que o interesse é muito pouco de querer resolver”, disse.

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