Motoristas de aplicativo de Petrolina relatam insegurança após ataque a profissional

Postado em 20 de janeiro de 2020 por Josélia Maria

O motoristas se uniram em uma campanha de valorização de aplicativos locais.  — Foto: Reprodução/TV Grande Rio

O motoristas se uniram em uma campanha de valorização de aplicativos locais. — Foto: Reprodução/TV Grande Rio

Por G1 Petrolina

 

Os motoristas de aplicativo de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, estão inseguros após ataque a um profissional da área na cidade de Juazeiro, BA, na quarta-feira (15). A categoria se uniu para lutar por mais segurança e apoio a classe.

O motorista Tadeu Camacho diz que fica tenso todos os dias ao sair de casa para trabalhar. “Se a gente for pensar em medo, ninguém sai de casa, porque tem que ganhar seu dinheiro para sustentar a família”, afirma.

Para Wellington Batista, trabalhar na área tem sido uma luta diária contra a insegurança. “É difícil trabalhar desse jeito, a gente não sabe quem a gente pega, a gente vai de norte a sul na cidade, não temos segurança”, reclama.

Na quarta-feira (15), um motorista de aplicativo de Petrolina levou várias facadas no bairro Kidé, em Juazeiro, durante uma corrida para levar três passageiros a cidade baiana. Joel Victor da Silva, sofreu ferimentos graves nas mãos e no olho direito. O veículo roubado foi encontrado incendiado no bairro Palmares. Um dos suspeitos foi preso na madrugada da quinta-feira (16).

“O Joel estava no chão do hospital numa maca, com a mão arrebentada de uma facada e o olho prestes a ficar cego e nós, motoristas, intervimos. A Uber precisa entender que aqui tem pai de família. Entendemos que precisamos de mais suporte da Uber”, diz o motorista de aplicativo, Jefferson Santos.

Solidários ao colega, os motoristas se uniram em uma campanha e estão tentando arrecadar dinheiro para oferecer tratamento particular ao profissional agredido. Eles disseram que precisaram agir com urgência para possibilitar atendimento humanizado a Joel Victor. As doações podem ser feitas na conta de Francisco Assis de Souza, Ag- 6794, C/c- 00747-3, Banco Itaú.

O crime motivou protestos da categoria na quinta-feira (16) para alertar sobre os riscos que esses profissionais correm diariamente. Eles passaram pela avenida Cardoso de Sá e seguiram em direção a Juazeiro. Na ponte Presidente Dutra, fizeram um buzinaço.

Em nota, a Uber disse que lamenta que cidadãos sejam alvo da violência que permeia nossas cidades. E que, durante cada viagem, tanto os motoristas parceiros quanto os usuários estão cobertos por um seguro da Uber para acidentes pessoais. Disse ainda que a empresa permanece à disposição para colaborar com as autoridades no curso de investigações ou processos judiciais, nos termos da lei.

Em relação ao seguro, a Uber informou que Joel Vítor tem direito ao reembolso das despesas hospitalares já que sofreu lesões corporais. E que a empresa está tentando entrar em contato com a família do motorista para dar andamento a essa cobertura do segurado.




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