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Quinta-feira, 13/08/2020 – PERNAMBUCO CONTRA O NOVO CORONAVÍRUS #182

Postado em 13 de agosto de 2020 por Josélia Maria

RETOMADA – O Governo de Pernambuco anunciou, hoje (13), novas medidas relativas ao Plano de Convivência com a Covid-19. Desse modo, a partir da próxima segunda-feira (17):

Fica liberada a atividade de mototáxis em todo o Estado, com novos protocolos. O uso de máscaras é obrigatório, para passageiro e condutor. Além disso, o condutor deve fornecer: toucas descartáveis e álcool gel, além de higienizar com álcool 70º, na frente deles: manoplas, alças de apoio do garupa, assentos e o capacete do cliente. Já o capacete do condutor não pode ser compartilhado. Nos pontos onde as motos pararem o distanciamento entre mototaxistas deve ser de, no mínimo, um metro. A regulamentação do transporte ficará a cargo das prefeituras.

As lutas marciais poderão voltar a ser praticadas. Vale lembrar que a prática de atividades esportivas individuais está liberada desde o dia 6 de julho, mas havia a exceção das lutas marciais.

Também foi prorrogado até o dia 31 de agosto o decreto que suspende as atividades presenciais da educação básica e ensino superior.

CONVIVÊNCIA – O secretário estadual de Saúde, André Longo, anunciou que nenhuma das macrorregiões vai avançar, na próxima semana, no Plano de Convivência com a Covid-19. “O nosso comitê resolveu adotar cautela e, por isso, vamos observar por mais uma semana a evolução dos dados epidemiológicos da doença em Pernambuco”, explicou.

A Macrorregião I, que compreende a Região Metropolitana do Recife (RMR) e Zona da Mata, permanece na Etapa 7. As Macrorregiões 2 e 3 continuam na Etapa 6. A Macrorregião 4 está dividida: a 7ª Gerência Regional de Saúde (Geres), com sede em Salgueiro, e a 8ª Geres, sediada em Petrolina, continuam na Etapa 5. Já as cidades pertencentes à 9ª Geres, permanecerão na Etapa 4. Também entram na Etapa 4, a partir de segunda (17), *Araripina e Ouricuri, que estavam na Etapa 2.

CORONAVÍRUS – Hoje (12), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou 1.467 novos casos de Covid-19 em Pernambuco. A maioria deles 1.401 (95%) é leve, ou seja, não demandou internação hospitalar. Os demais 66 (4%) apresentaram quadros mais graves. Desde o início da pandemia, Pernambuco conta 108.842 casos confirmados de Covid-19, incluídos entre eles os 86.841 já recuperados. Também foram confirmados 35 novos óbitos, ocorridos em datas posteriores a 25 de maio sendo que 18 (51%) ocorreram nos últimos três dias: três ontem (quarta, 12/08), sete em 11/08 e oito em 10/08. Agora Pernambuco tem um total de 7.084 óbitos pela Covid-19. Leia o boletim completo: https://bit.ly/3kK3dSQ.

=> Entenda a metodologia para definição de casos: https://bit.ly/321Ih31

PROTOCOLOS => Consulte aqui os protocolos para setores econômicos autorizados a funcionar: https://bit.ly/3gDeiCw

FAKE NEWS => Antes de repassar alguma notícia, confirme em fontes oficiais! Confira boatos já desmentidos: https://www.pecontracoronavirus.pe.gov.br/#fakenews

Informe Epidemiológico: https://www.cievspe.com/novo-coronavirus-2019-ncov

Para informações sobre casos de Covid-19 na população privada de liberdade: https://dados.seplag.pe.gov.br/apps/corona.html#prisional

Para dados sobre testagem para o novo coronavírus: https://dados.seplag.pe.gov.br/apps/corona.html#testes

Para denunciar descumprimento das medidas ligue 190.

OUTRAS NOTÍCIAS

Pernambuco se tornou, hoje (13), o primeiro Estado a estabelecer oficialmente os parâmetros para o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGDP), estimada para entrar em vigor no Brasil a partir de maio de 2021. De acordo com o decreto estadual, a Secretaria da Controladoria-Geral do Estado vai coordenar a implementação da Política Estadual de Proteção de Dados Pessoais, que deverá ser executada por todos os órgãos e entidades do Poder Executivo. Assine o boletim do GovernoPE no WhatsApp: https://www.pecontracoronavirus.pe.gov.br

Para cancelar o recebimento do boletim responda essa mensagem dizendo CANCELAR.





Governo de Pernambuco anuncia liberação de mototáxi e lutas marciais e prorroga suspensão das aulas 

Postado em 13 de agosto de 2020 por Josélia Maria

Embora a atividade trabalhista esteja liberada para todo o Estado, regulamentação será responsabilidade dos municípios. Suspensão das aulas foi prorrogada até 31 de agosto

O Governo de Pernambuco, por decisão do Gabinete de Enfrentamento à Covid-19, anunciou, nesta quinta-feira (13.08), a liberação de mototáxis e da prática de artes marciais com novos protocolos em todo o Estado a partir da próxima segunda-feira (17). A regulamentação do transporte público de passageiros em motocicleta, entretanto, estará a cargo das prefeituras. Também foi anunciada a prorrogação do decreto que suspende as atividades presenciais da educação básica e ensino superior até o dia 31 de agosto.

Os municípios que liberarem a volta dos mototáxis deverão obedecer aos novos protocolos de segurança, para impedir o aumento do risco de exposição à Covid-19. Entre as medidas está o fornecimento de toucas descartáveis aos passageiros e álcool em gel 70% para higienização das mãos antes de manipular equipamentos de proteção; limpeza com álcool 70% do capacete dos passageiros, dos punhos (manopla), das alças de apoio do garupa e assentos da moto na presença de cada novo passageiro; e uso pessoal do capacete para o motorista.

Também será obrigatória a utilização de máscaras para condutores e passageiros durante o trajeto e a viseira do capacete deve permanecer fechada para evitar que o vento traga sujeira ou partículas que os obriguem a tocar os olhos e outras partes do rosto. Além disso, o condutor deve manter um distanciamento entre mototaxistas de 1 metro e meio (1,5m), nos pontos ou onde as motos pararem.

Com relação à volta da prática de lutas marciais, o secretário de Educação e Esportes, Fred Amancio, relembrou que atividades esportivas de modalidades individuais estavam liberadas ao ar livre desde o dia 6 de julho, mas tinha como exceção as lutas marciais. “Agora, vamos dar mais esse passo e, a partir da próxima segunda-feira, a prática está liberada. As medidas específicas devem ser publicadas nos próximos dias”, afirmou.

SAÚDE – O secretário estadual de Saúde, André Longo, afirmou que nenhuma das macrorregiões irá avançar no Plano de Convivência com a Covid-19. “O nosso comitê resolveu adotar cautela e, por isso, vamos observar por mais uma semana a evolução dos dados epidemiológicos da doença em Pernambuco”, explicou. Desta forma, a Macrorregião I, que compreende a Região Metropolitana do Recife (RMR) e Zona da Mata, permanece na Etapa 7; as Macrorregiões 2 e 3 continuam na Etapa 6. A Macrorregião 4 está dividida: a 7ª Gerência Regional de Saúde, com sede em Salgueiro, e a 8ª Gerência Regional de Saúde, sediada em Petrolina, continuam na Etapa 5. Já as cidades pertencentes à 9ª Gerência Regional de Saúde permanecerão na Etapa 4, com exceção de Araripina e Ouricuri, municípios que seguem na Etapa 2 até o próximo dia 16 de agosto.

Confira aqui as Gerências Regionais de Saúde: http://portal.saude.pe.gov.br/secretaria-executiva-de-coordenacao-geral/gerencias-regionais-de-saude

Foto: Heudes Regis/SEI





Bahia registra 3.935 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas

Postado em 13 de agosto de 2020 por Josélia Maria


Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 3.935 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +1,9%) e 2.889 curados (+1,6%). Dos 206.955 casos confirmados desde o início da pandemia, 187.333 já são considerados curados e 15.420 encontram-se ativos. A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível em bi.saude.ba.gov.br/transparencia/.


http://www.saude.ba.gov.br/2020/08/13/bahia-registra-3-935-novos-casos-de-covid-19-nas-ultimas-24-horas/





Silvio Costa Filho discute reforma tributária com secretário da Fazenda de PE, Décio Padilha

Postado em 13 de agosto de 2020 por Josélia Maria


O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) se reuniu, nesta quinta-feira (13), com o secretário da Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, para discutir as propostas do Comitê Nacional de Secretários da Fazenda (Comsefaz) para a reforma tributária. No encontro, Padilha apresentou ao parlamentar os detalhes da emenda 192, contribuição do Comitê às PECs que tramitam no Congresso Nacional. A proposta do Comitê prevê a manutenção da carga tributária, sem ocasionar um eventual aumento, sendo possível através da simplificação dos tributos da União (IPI, PIS e Cofins), do Estado (ICMS) e dos municípios (ISS) no Imposto sobre Bens, Direitos e Serviços (IBS). A medida também visa criar uma legislação nacional única, reduzindo a complexidade do sistema tributário e melhorando o ambiente de negócios; melhorar a distribuição de riqueza, levando a contribuição da origem para o consumo; findar a política de benefício fiscal; combater a regressividade e manter o funcionamento da Zona Franca de Manaus.

Silvio afirma que a proposta apresentada pelos secretários dialoga com a que está sendo discutida no Congresso. “O secretário Décio tem desempenhado um papel fundamental na discussão do tema no âmbito nacional e junto ao Comsefaz na construção da melhor proposta. Infelizmente, já pagamos uma alta carga tributária, que representa mais de 33% do Produto Interno Bruto, 23% acima da média dos países da América Latina. São mais de 27 legislações de ICMS, mais de 200 legislações de ISS. Isso cria, infelizmente, um manicômio tributário e engessa a economia do Brasil. A proposta do Comitê se aproxima da PEC 45, que propõe substituir o IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS por um tributo federal, simplificando a forma de arrecadação ao IBS. Além disso, a sugestão traz a devolução de uma parcela da contribuição para quem mais precisa”, destacou Silvio.

“Temos um sistema tributário com muitas legislações, decretos, portarias e instruções normativas. Por isso, é fundamental avançar em uma reforma que não aumente a carga tributária no Brasil. O deputado Silvio Costa Filho tem colaborado para construção de uma reforma que atenda às necessidades de equilíbrio fiscal do País, focada na simplificação dos tributos e na defesa dos entes federativos”, declarou Padilha. A expectativa é que Silvio Costa Filho e Décio Padilha participem de um encontro, nos próximos dias, com o relator da Comissão Especial da Reforma Tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro, para tratar sobre a proposta da Comsefaz. “Com a aprovação da reforma tributária, não tenho dúvida de que vamos voltar a crescer, gerar emprego e renda para a população e atrair o investidor internacional e nacional”, frisou Silvio.




Caco Barcellos realiza palestra na programação do boas-vindas 2020.2 da Rede UniFTC

Postado em 13 de agosto de 2020 por Josélia Maria


Com exclusividade, jornalista fala dos problemas da nossa sociedade e sobre sucesso na área da comunicação

Nascido em Porto Alegre, Caco Barcellos é um dos maiores repórteres investigativos brasileiros em atividade. Conhecido internacionalmente, já cobriu guerras, denunciou atos de brutalidade da polícia e registrou atividades dos principais comandos do tráfico de droga espalhados pelas favelas cariocas. Escritor premiado com seus livros de sucesso “Rota 66” e “Abusado” e atualmente na Rede Globo de Televisão com o consagrado programa documental “Profissão Repórter”, Caco Barcellos será um dos palestrantes convidados para o boas-vindas do semestre 2020.2 da Rede UniFTC.

Ele conversou com a jornalista Rafaela Anunciação, que integra a equipe de comunicação da UniFTC, sobre a importância da atuação do repórter para a sociedade, as vantagens e desvantagens do uso das novas tecnologias, entre outros assuntos. Confira esse bate-papo com exclusividade.

Rafaela Anunciação: Você é uma referência na área da comunicação, tanto para os estudantes quanto para os profissionais da área de comunicação. Na sua palestra, você falará justamente sobre os cases de sucesso da sua carreira no jornalismo. O que nossos estudantes podem esperar desse momento?

Caco Barcellos: Eu pretendo dar um depoimento de como tem sido a minha carreira, mas sobretudo, com uma expectativa de tentar convencê-los de que a gente precisa muito de aliados como novos repórteres, novos jornalistas. Precisamos de parceiros que levem essa profissão à sério. E, além disso, em um país como o nosso, com tanta dificuldade, diferença, desigualdade, precisamos ter um propósito que seja muito maior do que somente a nossa trajetória pessoal ou a profissional bem-sucedida que todos desejam. Junto desse sonho, é necessário que haja um propósito maior que tem a ver com a vida do outro e não apenas com a nossa vida. Essa é uma profissão que combina muito mais com a ciência de cidadania do que com a consciência da sua necessidade de ser bem-sucedido. É legal ser bem-sucedido para realizar os seus sonhos, até mesmo suas ambições, mas se torna muito mais interessante, mais vibrante, quando o propósito envolve os outros… o vizinho, a sociedade, o país. Então, que propósito é necessário buscarmos juntos? No nosso caso, vou tentar convencê-los de que o país vive num processo de transformação desde sempre, são cinco séculos e vinte anos… Nesse tempo secular, nestes 5 séculos, a gente construiu uma sociedade muito desigual, a diferença é gritante, dependendo da classe social que você estiver. Eu imagino que os jovens, como são mais idealistas que todos, desejem uma vida mais harmônica, mais equilibrada, de mais amor nas relações, do que relações desarmoniosas. Acho que a gente vive em uma sociedade que nos joga, no dia a dia, grandes exemplos de desarmonia. Um desses exemplos é a violência. É inadmissível que em um país tão bacana como o nosso, com um povo tão legal, tão receptivo, solidário e aparentemente feliz, seja também tão violento! Estamos entre os 5 povos mais violentos do mundo, precisamos mudar isso… não me parece que seja da nossa natureza essa raiz violenta, mas ela praticamente tomou conta de todo mundo. A gente precisa reforçar bastante os nossos valores éticos, mas mais que os valores éticos, associando com essa temática, devemos reforçar os valores religiosos. Nós somos um país religioso, um país católico, um país evangélico. Há uma polarização hoje entre evangélicos e católicos, mas estas duas religiões tem como premissa base o respeito à vida! É um pecado muito grave matar… e a gente pratica isso demais, só para dar um exemplo de como temos desafios pela frente. E é um desafio que tem que ser incorporado não somente com as gerações que estão aí. Eu considero a minha geração e tantas outras, já que sou bem maduro, relativamente fracassada com relação à construção de uma sociedade mais justa, mais humana… Fracassamos nisso e precisamos dos jovens com a sua energia, com o seu idealismo, para construir uma sociedade melhor. Eu sei que seria pretensioso demais achar que o comunicador tem o potencial de transformação, mas a gente tem que contribuir minimamente para isso. Mesmo que a contribuição seja singela, tem que ser integral, tem que ser autêntica. No nosso cotidiano de trabalho, ter o empenho absoluto, como se a gente fosse capaz de ter o poder de transformação. A minha expectativa, em oportunidades como essa, é de convencer uma só pessoa que seja a ser esse parceiro, a ser um aliado na busca de uma construção de uma sociedade mais harmônica mais, mais amorosa, sobretudo menos violenta nesse momento e mais justa. É legal uma sociedade justa, mas eu acho que se você é solidário demais em uma sociedade é porque está faltando justiça; se a sociedade for mais justa, não precisa ser solidário; se você é bacana o ano inteiro, não precisa presentear só no Natal dizendo ‘sou bacaninha’. Eu pretendo aproveitar essa oportunidade para termos uma conversa assim, uma proposta com essa natureza, além de trazer para o cotidiano explicando como é que no trabalho a gente coloca esse propósito. Costumo dar muitos exemplos desde o momento que eu acordo, eu tenho isso na cabeça, os jovens que trabalham conosco têm em comum este mesmo propósito. A gente pouco faz uma reunião, mas está a todo tempo reunido sempre conversando, trocando ideias… o que a gente vai abordar hoje? Como a sociedade está se comportando? Quem a gente vai conhecer? Que lugar a gente vai visitar? Em um país tão desigual é fundamental fazer essas perguntas porque você pode ir para um lugar onde está concentrada 0,5% da sociedade brasileira que vive num paraíso, como se estivesse na Suíça, mas tem ali histórias maravilhosas de gente próspera e bem-sucedida, mas se você não pensar muito, é fácil chegar em outros lugares, não na Suíça, mas chegar também na Etiópia brasileira, onde está concentrada a maior parte das pessoas. A ideia será essa, comparar a realidade desse 1% da sociedade e quando a gente vai para os 80% é outro universo. Então essas reflexões são necessárias diante dessa enorme desigualdade de realidade das famílias brasileiras.

RA: Na área da comunicação já tínhamos notado um aumento significativo no uso dos recursos digitais, mas com a chegada da pandemia esse uso aumentou bastante por conta dos trabalhos home office e até por termos mais tempo de explorá-los. Como você enxerga essas possibilidades tanto para quem acaba de ingressar na faculdade quanto para quem já é profissional e está no ramo se reinventando?

CB: Eu acho que é uma oportunidade fascinante! Eu nunca imaginaria que pudesse viver uma realidade como essa, da revolução digital que trouxe equipamentos que eu nunca imaginaria. Como repórter de investigação como eu sou, como fui, ter algo tão pequenininho como essa câmera, que estamos aqui falando ao vivo, nunca imaginei que isso fosse possível. Você poderia estar lá em Beirute, pertinho daquela explosão, e chegar várias imagens primeiro, antes da gente saber do que estava acontecendo. Eu sou de um tempo onde, na cobertura de uma guerra, os fatos você só ficaria sabendo três meses depois dos primeiros tiros, das primeiras mortes. Que tempo era esse, entre o primeiro tiro e o conhecimento daquele tiro? Era o tempo que demorava o deslocamento de um repórter até o front. Hoje, antes de cair a bomba no Iraque, as câmeras ao vivo já estavam lá esperando a bomba. Então, as primeiras tragédias por consequência da bomba, já estavam sendo registradas sem o relato do repórter. Israel, por exemplo, estava usando até um repórter robô para chegar mais perto do front, assim como usa no conflito com os palestinos; eles vão e atiram nos palestinos às vezes com robô! Tem drone que atira do alto; no Rio de Janeiro tem isto também, um drone que mata lá de cima. Antes eram os helicópteros, pelo menos tinha ali uma pessoa pilotando, agora nem isso! É uma transformação brutal. Tem um lado disso que eu considero muito preocupante; eu quero falar das coisas positivas primeiro. Quais são as coisas positivas? A possibilidade de você ter tecnologia para melhorar a sua apuração. Eu lembro que eu subia as favelas, percorria as áreas onde estão concentradas as famílias brasileiras mais comuns, onde está concentrada a maioria… em favela, periferia, cortiço… é um ambiente do nosso cotidiano. Eu chegava nas favelas gritando, quando me chamavam, quando eu ficava sabendo de alguma injustiça que acontecia na favela eu entrava gritando: ‘estou aqui querendo saber o que aconteceu! Quem pode me falar o que aconteceu aqui nessa comunidade? Se quiser eu gravo a entrevista, se não quiser eu também não gravo, mas eu preciso saber’, eu entrava gritando! Hoje o meu grito é diferente: ‘quem filmou? Quem fotografou? Quem gravou? É verdade que aconteceu isso aqui? Eu quero a prova disso!’, e eles correm com essa maravilha que é o celular, já trazendo relatos das execuções que acontecem com frequência nas favelas. Qualquer cena de injustiça está lá, eu não preciso apenas confiar na palavra dada. Além da palavra, tem a prova! É essa revolução que trouxe este tipo de instrumento que ajuda a qualificar o nosso trabalho. Outra coisa que trouxe junto, foi a concorrência. Este indivíduo que filmou, digamos uma execução que é tão comum – são cinco por dia no Rio de Janeiro – ele pode por conta própria, ter na casa dele um blog, um site, uma mini estação de TV, uma emissora de rádio… ele pode chegar lá e narrar o que está acontecendo; isso é maravilhoso! Por que cada cidadão é potencialmente um repórter. Como eu sou muito apaixonada pela profissão, que bom que tem tanta gente reportando, agora o lado negativo, é que muita gente usa essa tecnologia maravilhosa não para reportar, mas para opinar, aí o bicho pega, e é um problema. Eu acho que a sociedade corre um sério risco de sofrer influência de pessoas que não tem o menor compromisso com a verdade. Tem toda a tecnologia do mundo para mostrar a verdade, mas prefere opinar sem ter a informação que fundamente a sua opinião. A gente começaria a conversar do gênero do jornalismo chamado reportagem, muita gente confunde. O jornalismo tem hoje uma ampla possibilidade de atividades, mas as pessoas confundem o comunicador com o repórter, acham que está todo mundo no mesmo patamar e as coisas são diferentes. Eu queria, durante a palestra, mostrar alguns exemplos do que é a reportagem e o que é a comunicação, apenas. O que é comunicação com opinião, com ausência de reportagem e qual a consequência disso para a expectativa da sociedade se transformar em uma sociedade bem formada? De que maneira você pode bem informar, ou de que maneira você pode passar noite e dia falando e opinando sem parar, e só causar dano à formação da opinião pública? Isso pode ser pra mim uma oportunidade muito interessante de conversar com os alunos sobre o assunto, as diferenças de gênero dessa profissão. Eu falo isso com expectativa de ganhar mais repórteres (risos).

RA: O que seria ótimo né? (Risos)

CB: Isso! Ganhar jovens com boas ideias para a reportagem. Por que eles me mandam muitos e muitos trabalhos, muitos vídeos, mas tem ali o jornalista de opinião, não tem o repórter. De cada 100 vídeos que eu recebo, seguramente 99 é jornalista de opinião e eles querem participar de um programa de reportagem. Eu explico ‘olha, não é bem assim’. Uma entrevista ou uma opinião você dá em cinco minutos, uma reportagem talvez você demore cinco meses para falar a mesma coisa! Você tem que provar que cada palavra dita é verdadeira… isso é reportagem! Opinião é opinião, você não precisa provar nada. Mas não fique aí passando para as pessoas como se fosse verdade a sua opinião, a verdade é outra coisa. É legal que a opinião seja formada por um conjunto de verdades, mas quem descobre a verdade é o repórter.

RA: Nunca imaginaríamos passar um período tão difícil como este cenário de pandemia. Como você avalia a atuação da imprensa tradicional na cobertura dos fatos da Covid-19?

CB: Depende do veículo. Eu acompanho bastante o The New York Times, a BBC, a TV Globo, Folha de São Paulo, o Estadão, alguns da concorrência também. Eu acho que aqueles que estão preocupados em retratar aquilo que a ciência tem mostrado, de um modo geral estão fazendo um bom trabalho. É um trabalho que ajuda a sociedade a decidir o seu destino, sempre a nossa função é essa, não é? A gente não deve pensar diferente disso. Eu trabalho noite e dia para oferecer informação para as pessoas que, a partir dessa informação toma suas decisões. Mas infelizmente tem governantes que fazem o papel contrário, que não respeitam a ciência, que não respeitam o conhecimento que é predominante, não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Isso causou uma dificuldade, porque a imprensa tem o dever de dar a informação de todas as fontes possíveis e não pode ignorar as informações que são produzidas pelos governantes. Eu acho que ela cumpre o seu papel também ao divulgar os governantes não comprometidos com a saúde pública. Eu acho que é um desafio complicado quando você tem pessoas que não estão preocupadas em orientar a sociedade a se cuidar melhor. A própria pandemia me colocou, pela primeira vez na vida, dentro de casa. Eu trabalho desde 1973 e nunca tinha ficado um dia longe das ruas; eu estou confinado, e meus colegas também. Mesmo aqueles que estão liberados a ir para a rua estão com muita limitação. Não podem nem entrar na casa das pessoas; isso para a gente é muito grave, falo das diferenças de um repórter. Para o colega que trabalha com opinião nada é diferente, ele sempre ficou dentro de casa, nos hotéis, nas faculdades, na academia. Para o repórter é que foi dramático. A pandemia é inimiga da reportagem mesmo… embora a reportagem seja importantíssima para mostrar o que está acontecendo na pandemia, mas mostrar à distância é muito difícil. Eu tenho transformado vários médicos pedindo muito para eles virarem nossos repórteres, colocando uma câmera na testa mostrando o trabalho, médicos, enfermeiros, o pessoal que está no front. Os nossos repórteres se aproximam, mas não tanto. Sem falar no pessoal da educação que também está com aulas a distância, é uma transformação muito grande, um desafio imenso. A pandemia veio também para mostrar, dando um choque na nossa cara, mostrando o tamanho da desigualdade. Os ricos trouxeram a pandemia para o Brasil, mas rapidinho ela foi para as favelas, para o universo da maioria. Hoje aqui em São Paulo, de cada 10, 8 sempre são as pessoas mais vulneráveis. A pandemia mostra o quanto a desigualdade é cruel. Eu tenho dados de um hospital de periferia que as mortes estavam em torno de 70%. Agora você imagine entrar no hospital sabendo que as suas chances de viver é de apenas 30%; de cada 10, você olha para o lado e 7 pessoas não irão sair dali. Indo para os hospitais da elite, o número é outro.

RA: Aqui na UniFTC trabalhamos o conceito de profissional do futuro, do interprofissionalismo. Orientamos  e estimulamos os nossos estudantes a desenvolver habilidades e competências que serão fundamentais para ter o diferencial exigido pelo mercado. Na sua opinião, quais são os requisitos necessários para ser um profissional do futuro na Comunicação?CB: Eu volto à questão que eu falei no começo: o propósito. Qual é a sua? Qual é a minha? Qual é a sua cara (como dizia Cazuza)? O que é que você pretende nessa profissão? Respondendo essas perguntas com firmeza, tendo isto bastante claro, já é uma grande coisa. Você pode usar as ferramentas profissionais para a construção de uma sociedade mais bacana que a nossa, essa clareza que eu acho que é importante… saber: de que lado eu estou? Que núcleo eu pertenço? Se eu pertenço a uma sociedade tão dividida, de classes sociais tão divididas, é muito fácil você saber que núcleo você pertence. Você está dentro do universo de 1%,2%, 5% ou de 80%? Considerando essa desigualdade brutal entre a minoria e a maioria, é importante você ter isso muito claro, muito bem definido, para a partir disso poder traçar a sua trajetória. Sintetizando eu diria duas palavras: Consciência política. Todo ato do ser humano é político. Qual o ato político mais radical? É o silêncio. Você calado não me dá oportunidade de saber o que pensa e nem me dá a oportunidade de transformar o que você pensa; nem sequer você deixa de ser egoísta não me oferecendo as informações para que eu melhore a minha vida. Esse silêncio é a forma mais radical, essa omissão é a forma mais radical. A quem diga: ‘ah não, eu sou apolítico, eu não opino, não participo!’; essa pessoa não é apolítica, ela é política e radical, é extremista, só para dar um exemplo. Qualquer movimento que a gente faça é um ato político. Eu defendo e acho legal para qualquer profissão, você ter uma sociedade politicamente organizada. Não adianta você ter a sua postura silenciosa, ou falante, cheia de opinião, e individualizada. É importante que a sociedade seja politicamente organizada, o coletivo participe dos seus sonhos, que os sonhos sejam coletivos também. Mas talvez a minha visão seja deformada por considerar a desigualdade uma coisa muito grave, se você tivesse aqui um colega que pensa diferente do que eu penso, talvez ele vai te dizer exatamente o oposto. A gente não pode esquecer também que estamos vivendo em uma sociedade polarizada, para cada coisa que eu falo existem pessoas que falam completamente o contrário, suas diferenças estão colocadas ali.  





Governo do Estado inaugura 20 novos de UTI em ampliação de hospital em Senhor do Bonfim

Postado em 13 de agosto de 2020 por Josélia Maria



Em mais um dia de agenda oficial no norte do estado, o governador Rui Costa esteve em Senhor do Bonfim , nesta quinta-feira (13), para inaugurar 20 novos leitos de UTI que integram o projeto de reforma e ampliação do Hospital Municipal Dom Antônio Monteiro.

“Este hospital vai atender pacientes de alta complexidade em toda a microrregião de Bonfim. Aqui nós colocamos R$ 8 milhões em obras e equipamentos . Estamos entregando agora 70% das obras, que devem ser concluídas até dezembro. Eu estava ansioso, diante da pandemia de Covid-19, para entregar esses leitos que vão dar suporte a esta região”.

A obra é fruto de parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), e a prefeitura de Senhor do Bonfim. Dos 20 novos leitos de UTI, inicialmente, 10 deles serão dedicados para atender pacientes com diagnóstico da Covid-19. Os novos leitos de UTI estão divididos entre adulto e neonatal, e todos já entram em funcionamento na próxima segunda-feira (17).

O investimento nas intervenções do hospital têm recurso de mais de R$ 5,8 milhões e a estrutura dispõe de enfermaria, tomografia, diálise e raio-x.
Ainda em Senhor do Bonfim, Rui Costa entregou o novo Mercado Municipal. No local irá funcionar um centro para comercialização de animais. A gestão estadual investiu mais de R$ 3,5 milhões no equipamento que conta com 32 currais e que também irá comercializar grãos e conta com área para restaurantes e lanchonetes.

Aeródromo
O governador também vistoriou as obras da pista de pouso e decolagem do Aeródromo de Senhor do Bonfim. A estrutura contará com um terminal e a pista terá mais de 1.500 metros. O governo baiano está investindo mais de R& 19 milhões na obra que tem previsão de conclusão de 10 meses.

Autorização de licitação
Na inauguração do hospital, o governador também assinou autorização de publicação do edital para licitação da obra de pavimentação e micro revestimento da rodovia BA-131, trecho do entroncamento da BR-407 (Senhor do Bonfim) – Saúde – Caem – Entroncamento BR-324. A obra tem investimento previsto de R$ 45 milhões e beneficiará dos 210 mil habitantes dos municípios de Senhor do Bonfim, Antônio Gonçalves, Pindobaçu, Saúde, Caem e Jacobina.
O governador ainda assinou ordem de serviço para ampliação de sistema de abastecimento de água para as localidades de Cariacá, Água Branca e Cariacá de Cima.

Repórter: Jairo Gonçalves




Pernambuco dedica o mês de junho para combater o preconceito contra albinos

Postado em 13 de agosto de 2020 por Josélia Maria



Foi instituído em Pernambuco o “Junho Branco” como o período dedicado para combater o racismo contra as pessoas albinas. A Lei n° 17.008, de autoria da deputada estadual Dulci Amorim (PT) foi publicada no Diário Oficial no dia 10 deste mês de agosto.

“Para combater as mais diferentes formas de preconceito e racismo, a educação é sempre o melhor caminho. As pessoas precisam saber que o albinismo é uma condição genética e que os albinos merecem respeito e assistência em saúde”, justificou a autora do projeto.

A parlamentar defendeu ainda que sejam promovidas ações para garantir atendimento dermatológico e oftalmológico para albinos. Vale lembrar que Dulci também é autora da Lei n° 16.590 que assegura atendimento prioritário de pessoas com albinismo na marcação de consultas dermatológicas e oftalmológicas.

Sobre o Albinismo
Segundo informações da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o albinismo é uma desordem genética que prejudica a produção da melanina, pigmento que dá cor à pele, aos cabelos e olhos. Por causa da falta dessa proteína, que protege contra a ação da radiação ultravioleta, os albinos são altamente suscetíveis aos danos causados pelo sol, como envelhecimento precoce e até câncer da pele. Além disso, essa alteração genética também pode desencadear problemas visuais.




Estudante da Facape cria aplicativo para doações em causas voluntárias

Postado em 13 de agosto de 2020 por Josélia Maria



Adriel Cavalcanti, estudante do curso de Ciência da Computação da Facape, criou como atividade curricular, um aplicativo que tem como função conectar doadores a causas voluntárias. Segundo o estudante, o app “Doecom”, a ideia de construir a plataforma surgiu da necessidade de fortalecer e facilitar o processo de doação para a sociedade no Vale do São Francisco. A plataforma tem sua utilização inteiramente gratuita e está disponível no ambiente da internet, acessando https://doecom.netlify.app/.

As causas voluntárias disponíveis são catalogadas de maneira intuitiva de acordo com a localidade mais próxima do dispositivo de acesso. O internauta pode fazer a doação diretamente pela plataforma. “Qualquer pessoa com interesse em fortalecer as causas locais pode realizar tais ações através da plataforma. Sendo um intermediador entre as causas voluntárias e doadores locais, o Doecom torna o processo de doação online mais intuitivo e ágil para ambas as partes, ocorrendo, como consequência direta, uma maior incidência de doações recorrentes e o fortalecimento das instituições voluntárias regionais”. Explica o estudante criador do aplicativo, Adriel.

O curso de Ciência da Computação da Facape, prepara os estudantes para projetos como aplicativos e sites, em disciplinar como interface homem e computador, engenharia de Software e projetos e sistemas. Para a coordenadora da graduação, Cynara Carvalho, essas atividades curriculares abrem portas para os estudantes. Adriel já está no mercado de trabalho a partir de um estágio na sua área de conhecimento e atua numa empresa de tecnologia. “É um projeto de sala de aula que ele levou pra vida. Isso sempre é estimulado no nosso curso. Queremos sempre romper as barreiras da academia para a sociedade. Surgem sempre projetos para a Facape, para famílias e para empresas da nossa região.” Completou Cynara.
Assessoria de Comunicação da Facape