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Escola de Gestão Pública de Juazeiro oferece curso de Libras

Postado em 13 de agosto de 2018 por Josélia Maria

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A Escola de Gestão Pública de Juazeiro (EGESP) está com inscrições abertas até o dia 15 de agosto para o curso “Língua Brasileira de Sinais”, que acontece de 15 de abril a 12 de setembro, sempre às quartas-feiras, das 8h às 12h. Com carga horária total de 20h, o curso é voltado para quem trabalha diretamente com atendimento ao público e será ministrado pelo facilitador Neilton Matins de Souza.

“O nosso objetivo é capacitar nossos servidores para oferecermos um atendimento adequado, promovendo a inclusão social, que é uma das políticas do Governo Paulo Bomfim”, destacou o diretor da EGESP, Anderson Motta. “E temos uma novidade, ainda dentro da política de inclusão social, além das 40 vagas disponíveis para os nosso servidores, estamos oferecendo cinco vagas para a comunidade”, acrescentou Anderson, frisando que o curso é totalmente gratuito.

Os interessados podem se inscrever no endereço eletrônico:  http://egesp.juazeiro.ba.gov.br/cursos




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Bolsonaro é contra igualdade salarial de homens e mulheres

Postado em 13 de agosto de 2018 por Josélia Maria

Negada por Jair Bolsonaro (PSL), a garantia de que homens e mulheres devem ter igualdade salarial existe desde 1943 (portanto, há 75 anos) em ao menos dois artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para o presidenciável, as empresas não devem sofrer qualquer interferência ou punição por conta de suas políticas remuneratórias.

Levantamento de VEJA a partir de dados do InteliGov, plataforma de inteligência em relações governamentais, mostra que o debate no Congresso Nacional está um passo à frente da argumentação do capitão da reserva: são dezesseis projetos (sendo que doze tramitam em conjunto), na Câmara dos Deputados ou Senado, para criar novos mecanismos que inibam discriminação salarial, como aumento nas multas e listas de divulgação de infratores.

O projeto com tramitação mais avançada foi proposto neste ano pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Em síntese, o texto aprovado pelo Senado, que pode ser lido na íntegra, determina o aumento na multa hoje estabelecida pela legislação (50% do teto da Previdência Social, cerca de 2.800 reais, mais a restituição da diferença salarial) em caso de reincidência e prevê, como medida de combate, a criação de uma lista pública, a ser elaborada e divulgada pelo Ministério do Trabalho, que exponha as organizações que não cumprem a regra por um período de dois anos.

Está na leiArt. 373-A. Ressalvadas as disposições legais destinadas a corrigir as distorções que afetam o acesso da mulher ao mercado de trabalho e certas especificidades estabelecidas nos acordos trabalhistas, é vedado:

[…]

III – considerar o sexo, a idade, a cor ou situação familiar como variável determinante para fins de remuneração, formação profissional e oportunidades de ascensão profissional;

Art. 461. Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, no mesmo estabelecimento empresarial, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade.

[…]

§ 6o No caso de comprovada discriminação por motivo de sexo ou etnia, o juízo determinará, além do pagamento das diferenças salariais devidas, multa, em favor do empregado discriminado, no valor de 50% (cinquenta por cento) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.

Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)

Ainda na proposta do senador petista, que agora tramita na Câmara, a inclusão do nome de uma empresa na relação implicará, enquanto esta continuar listada, que técnicos do ministério a visitem a cada três meses para observar se o problema persiste. Atualmente, o projeto está na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), onde o deputado Lucas Vergílio (SD-GO) o analisa há três meses para elaborar seu parecer.

Os outros projetos sobre o tema têm espírito semelhante e não há, conforme a base do InteliGov, propostas no sentido do que defende o candidato do PSL. Para outros dois senadores, José Medeiros (Pode-MT) e Fernando Bezerra (MDB-PE), o valor pago a menos a mulher durante o contrato não só deve ser devolvido, como precisa ser pago em dobro.

Esses projetos estão parados no Senado desde 2015, no gabinete do relator, o senador Romero Jucá (MDB-RR), assim como uma proposta da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), que prevê que organizações com mais de 250 funcionários exponham publicamente quando ganham as mulheres e os homens da empresa e qual a diferença entre eles.

Bolsonaro e as mulheres

O tema foi levantado pelo candidato do Podemos, Alvaro Dias, no debate da Band na última quinta-feira e é uma pedra no sapato do capitão da reserva desde 2014. Em entrevista ao jornal Zero Hora, Bolsonaro entendeu que seria possível que mulheres recebessem menos já que podem engravidar, o que representa um custo para o empregador. O deputado nega ter dado essa declaração.

Depois da última negativa, feita em sabatina ao canal pago GloboNews na semana passada, quando reafirmou que não pretende adotar medidas para promover a igualdade salarial, o Zero Hora divulgou o áudio da conversa do candidato do PSL com o jornalista do veículo.

“Pode escrever aí: quando o cara vai empregar, entre um homem e uma mulher jovem, o que que o empregador pensa? ‘Poxa, essa mulher aqui tá com aliança no dedo, não sei o quê, ela vai casar, é casada, daqui a pouco engravida, seis meses de licença-maternidade, bonito para c*, para c*, “. Quem que vai pagar a conta? É o empregador. No final, ele abate no INSS, mas ele fala o seguinte: quebrou o ritmo de trabalho. Quando ela voltar, vai ter mais um mês de férias. Então, no ano, ela vai trabalhar cinco meses”, disse, complementando na pergunta seguinte “por isso que o cara paga menos para a mulher”.




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Governo oferece PF para assumir investigação de morte de Marielle

Postado em 13 de agosto de 2018 por Josélia Maria

Com aval do presidente Michel Temer, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, ofereceu neste domingo a Polícia Federal (PF) para assumir a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, morta em 14 de março no Rio de Janeiro, em atentado que vitimou também o motorista dela na ocasião, Anderson Gomes.

“Estamos fazendo uma oferta, caso entendam necessário, nos dispondo a colaborar e até assumir, caso requeiram”, disse Jungmann ao jornal O Estado de S. Paulo, após dar entrevista sobre o tema para o jornal O Globo. “Por se tratar de deslocamento de competência, é necessário sermos requisitados.”

Jungmann disse, porém, que ainda não houve nenhum indicativo de requisição das autoridades fluminenses – Ministério Público do Estado, Ministério Público Federal no Rio ou Secretaria de Estado de Segurança – para que a competência seja deslocada para esfera federal. Desde fevereiro, o comando da segurança pública no estado é federal, quando Temer decretou a intervenção e nomeou chefe o comandante militar do Leste, general Walter Souza Braga Netto.

A PF vinha colaborando eventualmente com as investigações, mas o comando e a competência são da Polícia Civil do Rio. O comando da apuração é da Divisão de Homicídios. O ministro disse que o governo acredita na capacidade da Polícia Civil de esclarecer o homicídio, que completou 151 dias neste domingo.




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Rui Costa registra candidatura e programa de Governo nesta segunda-feira (13)

Postado em 13 de agosto de 2018 por Josélia Maria

A candidatura do governador Rui Costa à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores será registrada às 9h desta segunda-feira, dia 13, na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Ao lado dos candidatos a vice-governador, João Leão (PP); e senador, Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD); Rui também registrará seu Programa de Governo para os próximos quatro anos.

A coligação “Mais Trabalho Por Toda a Bahia” é formada pelo PT, PSB, PSD, PP, PC do B, PR, PDT, PRP, PMB, PTC, PMN, Podemos, Avante e Pros. 

Seguindo a agenda da semana, na quinta (16), às 22h, Rui participa do debate da TV Band e na sexta-feira (17), inicia a Correria pela Bahia. No primeiro fim de semana em viagem pelo interior ele vai a 17 cidades, começando por Jacobina na sexta e encerrando por Santa Bárbara no domingo (19).




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Agenda Armando Monteiro – Segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Postado em 13 de agosto de 2018 por Josélia Maria

10h30                  Palestra Amcham Recife

15h00                  Encontro com o deputado Álvaro Porto e técnicos do IPA

16h00                  Reunião de Trabalho




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PIONEIRA NO BLOG É A ÚNICA MEMBRO DA IGREJA MESSIÂNICA NA CORRIDA ELEITORAL EM PERNAMBUCO

Postado em 12 de agosto de 2018 por Josélia Maria

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Josélia Maria a  primeira blogueira do Sertão é a única  membro da Igreja Messiânica – Johrei Center Petrolina, pré-candidata a deputada federal no estado de Pernambuco.

Fundada em 1935, no Japão, por Meishu-Sama, em português, “Senhor da Luz”, a igreja chegou duas décadas depois ao Brasil. Aqui, adotou o calendário litúrgico da Igreja Católica.

O objetivo dos messiânicos é a criação de um paraíso terrestre. Para eles, isso só seria possível com a erradicação das doenças, da pobreza e dos conflitos.

Os adeptos são guiados por três pilares: o bem, a verdade e o belo. O bem consiste na benfeitoria que o fundador da igreja fez ao apresentar a verdade — Deus — à população. A verdade é o Deus supremo, criador de tudo e todos. E o belo é a pureza de sentimentos, pensamentos e uma forma de gratidão — representado no altar por um arranjo de ikebana.

A Igreja Messiânica está em 72 países

No Brasil , há dois milhões de simpatizantes e 500 mil fiéis

Igreja Messiânica no Recife -R. Amaro Coutinho, 588 – Encruzilhada, Recife – PE, 52041-110

Johrei Center  Petrolina, Rua Cícero Pombo ,146, Centro

 

 

 




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O eleitor avalia: Alckmin e Meireles foram os piores; Ciro e Marina ganharam primeiro debate

Postado em 12 de agosto de 2018 por Josélia Maria

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A pedido de uma consultoria, telespectadores deram notas aos candidatos, durante o confronto no estúdio da Band. O resultado é preocupante para os dois candidatos mais próximos do mercado. Henrique Meirelles parece um caso perdido: mal consegue se comunicar. Alckmin não se saiu mal nesse quesito. Mas também carrega a marca de ser um dos candidatos que ajudaram a patrocinar a desastrosa politica liberal de Temer. Boulos resumiu bem a situação, ao dizer que ali no estúdio havia “50 tons de Temer”. O tucano terá muita dificuldade para sair dessa sinuca.

por Rodrigo Vianna

A pesquisa com os eleitores foi feita “a quente”. Iniciada ainda durante o debate da Band, e concluída na madrugada de quinta para sexta, foi encomendada por um dos principais candidatos a presidente no campo da centro-direita. O resultado é desastroso para Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meireles (MDB). Isso talvez explique porque a Bolsa abriu em baixa nesta sexta-feira, como se pode ler aqui . Pode explicar também porque os números não circularam na velha imprensa, que apóia o PSDB.

A consultoria que fez o levantamento pediu que os eleitores dessem notas ao desempenho de cada candidato. O blog teve acesso exclusivo aos números. Os resultados estão abaixo:

Álvaro Dias (Podemos) – 5,75
Ciro Gomes (PDT) – 8,25
Cabo Daciolo (Patriota) – 6,8
Geraldo Alckmin (PSDB) – 3,4
Guilherme Boulos (PSOL) – 6,0
Henrique Meirelles (MDB) – 2,7
Jair Bolsonaro (PSL) –  5,05
Marina Silva (Rede) – 8,35

O resultado é preocupante para os dois candidatos mais próximos do mercado. Henrique Meirelles parece um caso perdido. Não só por carregar  a marca de Temer na testa, mas porque parece incapaz de dialogar com o eleitor. Alckmin manteve-se calmo, correto, sem empolgar ninguém. Mas tentando passar a imagem de moderação que é a sua marca. O problema é que parece impossível dissociar o tucano dos desastrosos resultados de Temer na economia.

Bolsonaro, pelos números acima, saiu do debate sem motivos para comemorar, mas sem nenhum ferimento grave. Líder das pesquisas, era esperado que apanhasse mais. Só Boulos o confrontou abertamente.

Aliás, Boulos e Daciolo tiveram avaliações em torno de 6,0 – o que já é uma vitória. Os dois entraram no mapa e no radar dos eleitores. O Cabo das tormentas, levemente alterado e viciado em Jesus Cristo, pode oferecer algum risco a Bolsonaro, se for capaz de lhe tirar nacos de votos, transformando-se numa mistura de Eneas e cacareco.

Álvaro Dias parece dialogar com apenas uma fatia do público: a classe media lava-jatista do sul do país. Isso é pouco, mas ele deve dar  trabalho a Alckmin, bloqueando o crescimento do tucano.

Marina e Ciro foram os mais bem avaliados.

A candidata da Rede pode ter irritado alguns telespectadores, pela fala monocórdica de sempre. Mas o eleitor médio parece enxergar nela certa seriedade. Marina, diga-se, foi cautelosa ao falar do aborto (não assumiu o discurso dos movimentos de mulheres, mas também não bateu de frente com a ideia de aprovar uma lei mais liberal para o aborto; remeteu o tema para uma consulta popular). Alckmin tentou tabelar com ela mais de uma vez, e recebeu de volta algumas caneladas. Marina parece ter escolhido como alvo o eleitor moderado de centro-direita: é , portanto, mais uma que vai dar trabalho aos tucanos no primeiro turno.

Ciro, da mesma forma, pareceu cordato demais com Bolsonaro e Alckmin. A turma de esquerda não gostou. mas era um movimento calculado para diminuir a imagem de encrenqueiro e estourado. Fora isso, deu sorte por ter sido o alvo da pergunta (lunática) do Cabo Daciolo sobre a URSAL e o perigo do comunismo. O pedetista riu, levou na gozação… E, na hora das propostas, foi o único a trazer uma novidade: a promessa de refinanciar as dívidas das pessoas que estão com nome sujo no SPC.

Muita gente criticou a proposta, mas a este blogueiro parece algo muito interessante – na linha das estratégias lulistas de ampliar o mercado consumidor brasileiro e colocar os pobres de volta na economia. É uma espécie de Refis para o povão. Pode dar certo, sim. E está fora dos cânones liberais.

Lula, aliás, foi uma ausência gigantesca. Nunca antes na história desse país um ausente esteve tão presente num, debate. Foi indiretamente lembrado em vários momentos. Ciro citou a Transposição do São Francisco. Marina recordou quando foi ministra (os dois estiveram ao lado de Lula). O Bolsa-Família – marca maior do lulismo – foi elogiado pelos liberais Alckmin e Meirelles. Este último, aliás, lembrou ao tucano que muita gente ligada ao PSDB costumava chamar o programa de “bolsa-esmola”: foi o único momento interessante do banqueiro no debate, indicando mais uma pedra no caminho de Alckmin – ele é de um partido que carrega a fama de não gostar muito de programas sociais para o povão.

O único a citar abertamente Lula foi Boulos. A nota 6,0 parece indicar que o eleitor prestou atenção nele, mas talvez tenha estranhado a postura um tanto agressiva, num país em que a marca ainda é a aparência de cordialidade. Mas Boulos encontrou o caminho para construir um projeto que tem futuro. Cabo Daciolo também encontrou um caminho: para fazer humor involuntário.

E Viva a URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina) – o grande fantasma a apavorar o Cabo das (nossas) tormentas.

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Vices dos candidatos ao governo de Pernambuco podem ajudar a puxar votos

Postado em 12 de agosto de 2018 por Josélia Maria

Antes, os vices eram indicados para cumprir um papel de bastidor. Foto: Divulgação
Antes, os vices eram indicados para cumprir um papel de bastidor. Foto: Divulgação
Por: Aline Moura – Diario de Pernambuco
O recente impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) – vivo no repertório da militância, da oposição e da base governista – também dobrou o peso do candidato a vice-governador (e vice-governadora) na disputa de 2018. Os vices normalmente eram indicados para cumprir um papel de bastidor e assumir a missão número 1 do cargo: ser discreto e trazer apoios.

Contudo, a posse de Michel Temer (MDB) como presidente, a partir de 2016, e toda a articulação feita por ele para tirar Dilma do poder deixou os candidatos e eleitores em alerta sobre outras questões importantes, como a própria afinidade política e a lealdade. Quem é o nome que pode assumir, por exemplo, o principal cargo do estado na ausência do seu titular se ele viajar, for afastado ou adoecer? Ele agrega?

Para o cientista político Ernani Carvalho, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), apenas dois candidatos majoritários construíram uma capilaridade eleitoral, até esse momento, que chamam a atenção do eleitor. Na avaliação dele, quem mais somou à disputa foram os escolhidos a vice do governador Paulo Câmara (PSB) e do senador Armando Monteiro Neto (PTB), ambos postulantes ao Palácio das Princesas.
Para Ernani, a indicação da ex-prefeita de Olinda Luciana Santos (PCdoB) na chapa de Paulo trouxe um verniz de esquerda ao governador – que votou em Aécio Neves em 2014 -, mas o principal impacto de sua escolha foi a mudança das alianças no cenário nacional. Ernani acredita que, se Luciana não tivesse sido a alternativa, dificilmente o PCdoB teria retirado a pré-candidatura de Manuela D´Ávila (PCdoB) em nome da aliança com Luiz Inácio Lula da Silva.

Ernani Carvalho lembra que Luciana é presidente nacional do PCdoB e teve um papel decisivo na aliança entre o PT e o PCdoB nacionalmente. Luciana é apontada como articuladora política, e a militância da legenda tem organicidade, ou seja, é atuante nas ruas e redes sociais. “O PCdoB cogitou fechar com a candidatura de Ciro Gomes (PDT) e foi levado para o PT com essa costura e Ciro ficou isolado. Luciana colaborou com a candidatura majoritária do PT (de Lula) e o nome dela vai dar mais competitividade à chapa de Paulo Câmara”, avalia.

Doutor em Ciência Política pela UFPE e professor da Faculdade Damas, Elton Gomes, por sua vez, fez uma análise do nome de Fred Ferreira (PSC) para vice da disputa estadual. Segundo ele, como Fred integra a família dos Ferreira, que tem influência no eleitorado evangélico da Região Metropolitana do Recife, Armando teve vantagem com a escolha. De acordo com Elton, o petebista não tem a mesma inserção política de Paulo no Grande Recife, seus candidatos ao Senado têm base no interior, e o vice tem inserção nas comunidades urbanas mais carentes.

“Existe toda uma literatura acadêmica que mostra que o voto evangélico é forte, porque é um voto certo, fiel e barato. Muitos eleitores votam por instrução do pastor, de pessoas com proeminência naquela comunidade de fé. Isso dá um poder de aglutinação muito grande. O voto evangélico é, ao mesmo tempo, concentrado e disperso. É concentrado porque é fiel (constituído na maior parte de pessoas muito carentes), mas é disperso porque tem várias igrejas espalhadas”.
 
ESTRUTURA
Segundo Elton Gomes, os candidatos a vice de Maurício Rands (PROS) e Julio Lóssio (Rede), também podem ajudar os majoritários, mas não o suficiente para eles conseguirem barrar a estrutura de campanha de Paulo e Armando – o tempo de televisão e o apoio dos prefeitos.

“Julio Lóssio é muito bom em debates, ele consegue falar de maneira simples para o eleitor, o que é uma grande qualidade, mas ele não tem tempo de televisão, capilaridade ou apoio de partido. Isabella também traz representatividade, especialmente por ser uma mulher, mas eles têm que correr contra o tempo e estão numa coalizão pequena”, afirma. Com uma avaliação diferente, Rands acredita que “essa eleição não vai ser a eleição das estruturas, porque as estruturas estão desgastadas, vai ser do boca a boca, dos grupos de WhatsApp, dos posts, vídeos, áudios e conteúdo”.

Única candidata ao governo que tem uma chapa totalmente formada por mulher, Dani Portela (PSol), por sua vez, defende a importância da identidade entre a majoritária e a vice. “Nós, do PSol, entendemos que uma chapa indica um governo compartilhado. E é por isso que nós trabalhamos dentro do partido o conceito de cogovernadora. Minha companheira Gerlane não é uma figura decorativa no nosso processo. Nós iremos governar efetivamente juntas”, avisou. Jair Pedro não foi localizado até o fechamento da edição.
Quem são os vices?
 
Luciana Santos (PCdoB), vice de Paulo Câmara (PSB)
Ex-deputada estadual, ex-prefeita de Olinda por dois mandatos e atual presidente nacional do PCdoB. Ela é engenheira eletrônica, está filiada à legenda comunista desde 1987 e exerce o mandato de deputada federal desde 2011.
Fred Ferreira (PSC), vice de Armando Monteiro Neto (PTB)
Vereador do Recife, iniciou a militância ao coordenar as últimas campanhas eleitorais dos cunhados André Ferreira (PSC), deputado estadual e candidato a federal, e Anderson Ferreira (PR), prefeito de Jaboatão dos Guararapes.
Luciano Bezerra (Rede), vice de Julio Lóssio
Foi vereador de Santa Cruz do Capibaribe e secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão do município. Ele representa o Agreste na chapa, é contador e advogado. Presta serviço a várias empresas do polo de confecções.
Gerlane Simões (PCB), vice de Dani Portella (PSol)
Feminista, educadora social e cientista social. Iniciou a militância política na adolescência, dentro do movimento Hip Hop. Em seguida, ingressou no movimento negro e em um movimento de direito à moradia. Está no PCB desde 1998.
Isabella de Roldão (PDT), vice de Maurício Rands (PROS)
Foi vereadora do Recife, de 2012 a 2013, fez parte da bancada de oposição da Câmara Municipal e chegou a ser vice-líder do bloco, como uma voz ativa. É formada em direito e foi presidente da Ação da Mulher Trabalhista.
Jair Pedro (PSTU), vice de Simone Fontana (PSTU)
É servidor público, com ensino médio, e ficou conhecido por representar o PSTU em várias eleições, todas com candidaturas olímpicas. Já concorreu, por exemplo, a prefeito do Recife em 2008 e 2012 e governador em 2010 e 2014.



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