Sindsemp apresenta sucateamento de equipamentos públicos e busca apoio da Câmara na luta pelo reajuste salarial

Sindsemp apresenta sucateamento de equipamentos públicos e busca apoio da Câmara na luta pelo reajuste salarial

  por  Karine Paixão

A sessão desta terça-feira (14) não contou com projetos e assim não houve necessidade da tentativa de travar a pauta do executivo, seguindo o que propôs o líder da oposição Ronaldo Cancão. Na tribuna livre, os membros do Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina (Sindsemp) relatavam o sucateamento de equipamentos públicos do município como escolas e unidades de saúde, além da falta das condições de trabalho de guardas municipais e fiscais da EPTTC com imagens projetadas em um telão. Ao fundo a música de Lobão “Me chama” servia de trilha sonora para a explanação da presidente da entidade, Léia Araújo.

“Enquanto o servidor vivencia essas dificuldades, o executivo anuncia festa e diz que tem que comemorar. Comemorar o que? Não se pode fazer festa usurpando o direito do trabalhador”, disparou Léia criticando o recente anuncio dos 15 dias de São João Vale 2013. A sindicalista reforça que a proposta enviada pela Secretaria de Administração exclui categorias e não agrega beneficio a categoria. “A greve está mantida por tempo indeterminado. O executivo no dia 08 apresentou uma proposta que burla os direitos trabalhistas, exclui gratificações, exclui categorias da proposição e nós fizemos uma contra proposição e estamos aguardando a proposta do executivo. A nossa contraproposta é que anteriormente nos havíamos pedido 11% da dotação orçamentária dos gastos com pessoal destinado ao reajuste dos servidores e estamos solicitando 7% dessa dotação e aí faria essa distribuição democraticamente”, explicou.

Léia também completa que o funcionalismo público municipal não conta com plano de cargos e carreira e assim, os servidores com graduação, mestrado e doutorado permanecerão recebendo pouco com a faixa salarial abaixo do que preconiza a lei de adequação dos vencimentos. “A outra questão é cumprimento da legislação em relação ao piso salarial nacional dos professores, que não diz respeito apenas ao salário, mas a lei como um todo. E também em relação ao salário mínimo de todas as categorias levando em consideração também a Lei 301 que fala dos níveis de formação. Pedimos em nossa proposta um plano de cargos e carreiras porque hoje um funcionário do município de Petrolina que tem nível superior, mestrado e doutorado que não tem plano de cargos e carreiras, recebe R$ 700 e a proposta do executivo é receber R$ 762”.

Na proposta enviada pelo executivo municipal, há a equiparação dos vencimentos ao salário mínimo, revisão da tabela de vencimentos dos níveis elementar, médio e superior; revisar o Estatuto de Planos e Cargos e Carreiras do Magistério com incorporação do pó de giz; gratificação especial para os efetivos do magistério que estão em sala de aula nas turmas de educação infantil no valor de R$ 150 e redefinir a data base dos servidores a partir de 1° de janeiro.

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