BANCADA DO PSB FECHA QUESTÃO CONTRA O DISTRITÃO, QUE É DERROTADO NA CÂMARA

BANCADA DO PSB FECHA QUESTÃO CONTRA O DISTRITÃO, QUE É DERROTADO NA CÂMARA

comissaoreforma19052015

O deputado Tadeu Alencar  (PSB-PE)se disse satisfeito com o resultado da votação da noite desta terça-feira (26), no plenário da Câmara, que derrotou a proposta de adotar o Distritão como sistema eleitoral para o Brasil. Tadeu ressaltou a contribuição dada pelo PSB para a derrota da proposta – que era defendida pelo presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O voto contrário dos socialistas foi definido durante a reunião da bancada realizada à tarde, em Brasília.

Embora ainda indignado com a decisão de Eduardo Cunha de não colocar em votação o relatório final da Comissão Especial da Reforma Política – que por três meses debateu, ouviu a sociedade e analisou os melhores caminhos para as mudanças – Tadeu lembrou que a preferência inicialmente seria pela adoção do sistema distrital misto, modelo que terminou não sendo incluído no relatório final. Na ausência deste, o PSB optou pela manutenção do atual sistema proporcional de votação, dispondo-se a promover aprimoramentos, como o fim das coligações proporcionais, o estabelecimento de uma cláusula de desempenho individual para evitar o acesso dos candidatos “nanicos” e a criação das federações partidárias.

O deputado socialista reafirmou que a adoção do distritão representaria uma despolitização do País, o enfraquecimento dos partidos e o estabelecimento da “lei do mais forte” e do poder econômico nas eleições, além do desperdício de votos, uma vez que são eleitos os mais votados e os votos recebidos pelos demais não são redistribuídos e se perdem. “Fiquei feliz de ver o PSB fechar questão central contra o distritão, um modelo criticado por todos os cientistas políticos consultados pela comissão, pela Associação Brasileira de Direito Eleitoral e pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas”, disse.

Na reunião da bancada, os deputados do PSB também discutiram a questão do financiamento de campanhas e decidiram defender o modelo de financiamento público somado ao financiamento por pessoa física, com limites pré-estabelecidos. “Mas vamos respeitar a opinião de quem resolver divergir”, explicou, acrescentando que os socialistas também fecharam questão a favor de itens como o fim da reeleição para presidente, governador e prefeito, a unificação do calendário eleitoral e o fim das coligações proporcionais – todos contidos no relatório final da Comissão Especial. “Com esse debate e as decisões dele resultantes, o PSB se afirma como partido democrático e afinado com os anseios da sociedade”, completou.

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