Honra, democracia, direito de ir e vir feridos em Petrolina

Honra, democracia, direito de ir e vir feridos em Petrolina

O radialista Cláudio Farias, programa Canal Aberto da Rádio Emissora Rural AM 870, lamenta em suá pagina no facebook o ato grosseiro ocorrido no 7 de Setembro em Petrolina

“Olá, amigas e amigos do Facebook , em pleno século 21, são deprimentes e deploráveis, algumas cenas do nosso cotidiano ou de momentos ímpares de nossa história. Digo isso, porque a cidade de Petrolina, que no próximo dia 21, irá comemorar seu grito de independência, ou melhor, de emancipação politica, ficou marcada por um episodio que nos remete ao período de chumbo da DITADURA, neste 7 de setembro de 2017.

A história a honra, e a democracia do povo de Petrolina foram atacadas justamente no dia em que comemoramos dois momentos importantes, e você que esta lendo este artigo, ou comentário vai entender por que.
O primeiro momento é o dia da Proclamação da Independência do Brasil, também conhecido como o Dia do Fico, ou o Dia do Grito do Ipiranga. O segundo é O Grito dos Excluídos.

O primeiro é a celebração do que aconteceu lá em 7 de setembro de 1822, exatos 194 anos, as margens do Rio Ipiranga em São Paulo, e o segundo aconteceu pela primeira vez a 23 anos, lá no ano de 1995, que foi o Grito dos Excluídos.
Entenda um pouco a historia e depois tire suas conclusões, porque fui duro ao afirmar que nossa honra enquanto petrolinenses que somos, foi ferida.

A proposta do Grito dos Excluídos surgiu em reunião das Pastorais Sociais, em outubro de 1994, quando avaliavam o processo da 2ª Semana Social Brasileira, que aconteceu nos anos de 1993/1994, promovida pela CNBB – Setor Pastoral Social e teve como tema: “Brasil, Alternativas e Protagonistas”, inspirada no tema da Campanha da Fraternidade de 1995: “Fraternidade e os Excluídos” e o lema “Eras tu, Senhor”, tendo como pano de fundo as comemorações do dia da “independência” do Brasil, 07 de setembro.

O 1º Grito dos Excluídos foi realizado em pelo menos 170 localidades, em setembro de 1995, trazendo como lema: “A Vida em primeiro lugar”.
A partir de 1996, o Grito foi assumido pela CNBB que o aprovou em sua Assembleia Geral, como parte do PRNM (Projeto Rumo ao Novo Milênio) O Grito é promovido pelas Pastorais Sociais, mas desde o início conta com vários parceiros ligados às demais Igrejas, aos movimentos sociais, entidades e organizações.

O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.

O Grito privilegia a participação ampla, aberta e plural. Os mais diferentes atores e sujeitos sociais se unem numa causa comum, sem deixar de lado sua especificidade.

O Grito tem a cada ano, um lema nacional, que pode ser trabalhado regionalmente, a partir da conjuntura e da cultura local. As manifestações são múltiplas e variadas, de acordo com a criatividade dos envolvidos: caminhadas, desfiles, celebrações especiais, romarias, atos públicos.

Então, volto a afirmar que nossa honra, nossos direitos de se expressar, de falar, de ir e vir, estão feridos porque um alguém que ocupa um cargo da Prefeitura de Petrolina sacou do seu recipiente de spray de pimenta, arma não letal e disparou contra pessoas, que participavam do desfile cívico militar através do Grito dos Excluídos, e ai, o resultado alguns de vocês já sabem.

Uma vereadora, dois profissionais de imprensa entre outros, foram atingidos pelo produto. Será se havia de fato necessidade do uso do spray. O que aconteceu antes para que tamanha violência fosse aplicada?

Nem sempre quem está habituado a lidar com armas para conter criminoso, está preparado para lidar com o povo se manifestando, lutando pelos seus direitos. Ser autoridade policial é função técnica de formação em academia militar. Ser cargo comissionado é função técnica-politico e principalmente social.

A cidadania, a honra, a democracia do povo petrolinense merece uma retratação. Entretanto, quero ter a convicção, a certeza, que o prefeito de Petrolina Miguel Coelho não comunga dessa atitude. Com a palavra quem interessar possa.”

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas andando a cavalo e atividades ao ar livre

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