Metralhadora verbal de Ciro rende centena de processos

Metralhadora verbal de Ciro rende centena de processos

Por calúnia, injúria, difamação ou danos morais, ações preveem indenizações de mais de R$ 1 milhão

O GLOBO – GISELE BARROS, LUÍS GUILHERME JULIÃO, MARLEN COUTO E MARCELLA RAMOS – O Globo

Nos últimos 25 anos, 50 pessoas já processaram o presidenciável Ciro Gomes (PDT) por calúnia, injúria, difamação ou pediram indenizações por danos morais após declarações do pedetista. É o que indica um levantamento do Núcleo de Dados do GLOBO nos portais dos Tribunais de Justiça do Ceará, Distrito Federal, Rio de Janeiro e de São Paulo, além do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF). São quase cem ações e recursos em andamento, oito delas protocoladas só em 2018.

A mais recente envolve o vereador de São Paulo Fernando Holiday (DEM-SP), chamado de “capitãozinho do mato” na semana passada. Em ao menos seis casos, Ciro foi condenado a pagar R$ 315 mil em indenizações. Os processos em andamento que informam valores das causas somam mais R$ 914,7 mil. A maioria está em tramitação na Justiça do Ceará.Os crimes contra a honra não são contemplados pela Lei da Ficha Limpa e, portanto, não podem interferir na elegibilidade dos candidatos. Políticos, como Holiday, representam quase metade dos que decidiram entrar na Justiça contra Ciro. Ao todo, são 20 filiados a nove partidos. A maioria do MDB e do PSDB.

Os campeões em número de ações são o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que soma 39; e o ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB-SP), com sete processos. Em seguida, aparece o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso em Curitiba no âmbito da Lava-Jato.

Ao menos um dos possíveis concorrentes do pedetista na disputa à Presidência também já entrou com ações contra Ciro. Chamado de “moralista de goela”, Jair Bolsonaro (PSL-RJ) acusou o rival de calúnia e injúria depois que o pedetista declarou que o deputado recebeu doação eleitoral de R$ 200 mil da JBS. Bolsonaro argumenta que os recursos são legais e que o repasse foi destinado ao PP, partido que integrava em 2014, e que só depois houve transferência da sigla para sua candidatura. mil da JBS. Bolsonaro argumenta que os recursos são legais e que o repasse foi destinado ao PP, partido que integrava em 2014, e que só depois houve transferência da sigla para sua candidatura.

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