2026: nada de novo nas eleições
Chegamos a 2026 e o país continua mergulhado na polarização. De um lado, o cordão azul; do outro, o cordão encarnado. A divisão ultrapassa o campo político e invade as casas, as ruas, os bares e as relações pessoais. Pessoas de cara virada, discussões rasas e intolerância generalizada viraram parte da rotina.
A boa política perdeu espaço. Em seu lugar, cresceram as torcidas organizadas por candidatos A ou B. Não se debate projeto, não se discute país — apenas se defende um lado, muitas vezes de forma cega, sem reflexão crítica.
O chamado “novo” não aparece. O que se vê são políticos com cara de jovem e pensamentos velhos, ensaiando discursos ultrapassados, embalados no velho e conhecido jogo do toma lá, dá cá. Muda a embalagem, mas o conteúdo permanece o mesmo.
Enquanto isso, o povo segue no samba do crioulo doido, caminhando em fileiras conduzidas por cabeças que não querem uma sociedade crítica, consciente e pensante. Querem apenas massa de manobra, gente que repita slogans e defenda líderes como se fossem times de futebol.
2026 promete ser mais um ano de embates, ruídos e discussões vazias. E, no meio disso tudo, o país segue à espera de uma política que dialogue com a realidade, respeite a inteligência do povo e aponte caminhos que vão além da polarização estéril.










