Prefeitura de Abaré aterra leito do Rio São Francisco, denuncia ex-vereador

Aterramento foi feito para transformar área em espaço para população
De acordo com representação aberta no Ministério Público da Bahia (MP-BA) pelo ex-vereador, foram usados caminhões e máquinas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas obras, além de mais de 250 carradas de areia para aterramento do leito do rio. Um laudo do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) comprova que as obras foram executadas sem licença ambiental, infringindo dispositivo de decreto ambiental, que estabelece como infração grave “executar obras, instalar, implantar, alterar, testar ou operar equipamentos, bem como exercer atividades ou explorar recursos naturais de quaisquer espécies sem as necessárias anuências, autorizações, ou licenças ambientais ou registros, quando a estes sujeitos, ou em desacordo com os mesmos”. Pela infração, o Inema também multou o chefe da Administração municipal. Ouvido em 14 de outubro pelo MP-BA sobre o caso, o secretário Delísio Oliveira, também ex-prefeito de Abaré, justificou que o aterramento foi feito para transformar a área em espaço de lazer para a população do município. O Bahia Notícias tentou entrar em contato com a prefeitura de Abaré, em tentativa de ouvir o secretário de Administração ou o atual prefeito, Benedito Cruz, mas não obteve êxito.










