Amália Borsari participa de debates sobre bioinsumos na França
Safra 2024/25 encerrou com alta de 15% no uso desse tipo de produto
— Brasília
O setor cresce, em média, 22% ao ano. De acordo com o CropData, sistema de dados da CropLife Brasil, o faturamento das indústrias de insumos agrícolas em geral totalizou R$ 114 bilhões em 2024, dos quais R$ 4,5 bilhões são referentes a receitas com a venda de bioinsumos. A renda com esses produtos aumentou 30% na comparação com 2022.
Para a CropLife Brasil, entidade que reúne empresas produtoras de insumos, acompanhar as discussões na OCDE será fundamental para assegurar que a regulamentação nacional esteja em harmonia técnica com as tendências internacionais, especialmente diante da expectativa de ampliação das exportações de bioinsumos.
“Estamos em uma fase decisiva para o setor no Brasil. A consolidação regulatória precisa dialogar e avançar em sincronia com as discussões internacionais, especialmente em temas como misturas complexas e avaliação microbiana. A harmonização técnica é um elemento estratégico para garantir competitividade, segurança e acesso a mercados”, afirmou Amália Borsari, diretora de Bioinsumos da entidade.
Ela está em Paris para acompanhar o Seminário “Challenges in Evaluating Complex Mixtures” (Desafios na Avaliação de Misturas Complexas) do Expert Group on BioPesticides (EGBP) e compõe a 10ª Reunião do Grupo de Especialistas em Biopesticidas, instância vinculada ao Working Party on Pesticides da organização.
Segundo a CropLife Brasil, foram registrados 162 novos bioinsumos no país em 2025, número recorde de concessões até agora. A entidade apontou que 159 desses produtos já estão ativos e disponíveis aos produtores.
Além da conferência, a 10ª Reunião do EGBP para países membros da OCDE tratará de temas estruturantes para a governança internacional de biopesticidas, como: atualizações regulatórias dos países membros; desenvolvimento de documentos de consenso e glossários técnicos; diferenciação entre toxicidade, infectividade e patogenicidade em produtos microbianos; avanços metodológicos para testes em organismos não-alvo, como peixes, invertebrados aquáticos e abelhas; desenvolvimento de listas de metabólitos secundários de interesse regulatório; e atualização de diretrizes e harmonização de abordagens de análise de risco.
@globorural












