Bolsonaro e 2 ex-assessores estão indiciados ao mesmo tempo em 3 inquéritos; entenda
Além do ex-presidente, polícia também viu indícios de crimes três vezes nas ações do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e do ex-assessor Marcelo Costa Câmara.
Por Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília
As listas de indiciados pela Polícia Federal (PF) nas investigações sobre a negociação das joias sauditas, a fraude no cartão de vacinas e a tentativa de golpe de Estado têm três nomes em comum:
- o do ex-presidente Jair Bolsonaro;
- o de seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid; e
- o de Marcelo Costa Câmara, ex-assessor especial do político do PL.
Além deles, o major reformado do Exército Ailton Gonçalves Barros tem o nome citado na conclusão de duas investigações – sobre a falsificação dos documentos de imunização e na tentativa de ruptura democrática.
Golpe de Estado em 2022
Nesta quinta-feira (21), a Polícia Federal apresentou as conclusões em um inquérito sobre uma tentativa de golpe de Estado em 2022, após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições.
O político do PL e outras 36 pessoas foram indiciadas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
A investigação começou no ano passado e foi concluída dois dias após a Polícia Federal (PF) prender 4 militares e um policial federal acusados de tentar matar Lula, Alckmin e Moraes.
Os elementos obtidos apontaram que o grupo se estruturou por meio de divisão de tarefas e se dividiu em seis núcleos para produzir o ataque à democracia.
Fraude em cartões de vacina
Em março deste ano, os investigadores enviaram ao Supremo Tribunal Federal as conclusões da apuração sobre um esquema de falsificação de cartões de vacina. Além do político do PL, outras 16 pessoas foram indiciadas.
Segundo os agentes, o grupo incluiu informações falsas em um sistema do Ministério da Saúde, para beneficiar o ex-presidente, parentes e auxiliares dele.
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