Marina Silva: “Esta COP27 possui esse caráter de implementação de questões (sociais) que já foram decididas e que precisam ganhar a efetividade necessária”

Por Joselia Maria 14 nov 2022

Após uma sequência de retrocessos nas áreas de energia e ambiental, país precisa estabelecer uma agenda climática transdisciplinar com objetivos prioritários 

Falas de representantes de povos indígenas foram o destaque do amplo debate “Perdas e Danos, Gênero e Impactos Territoriais”, realizado no Brazil Climate Action Hub, no (dia 11), na COP27. A discussão contou com dois painéis: o primeiro sobre saberes, aprendizados e estratégias das comunidades locais e o segundo referente a gênero, perdas e danos e seus impactos sociais. Deste, Ricardo Baitelo, gerente de projetos do IEMA e representante da Coalizão Energia Limpa – transição justa e livre do gás, participou a convite de Uma Gota no Oceano abordando as questões de impactos às populações locais com relação ao setor de energia como instalação de termelétricas e emprego do gás. Marina Silva, deputada federal eleita (Rede-SP); Cacique Zé Bajaga Apurinã da aldeia Idecora, Terra Indígena Caititu, no município de Lábrea, Amazonas; e, Toya Manchineri, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e coordenador de Área de Território e Recursos Naturais da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA) também participaram da conversa .

Esta COP possui esse caráter de implementação de questões que já foram decididas e que precisam ganhar a efetividade necessária para reduzirmos as emissões e estabilizar a temperatura da Terra, que já está comprometida com a meta de 1,5˚Cº. Segundo dados recentes, não iremos reduzir em 53% as emissões de GEE até 2030, mas aumentaremos em 12%, o que é muito grave. E a gravidade dessa situação vai recair, especificamente, sobre uma parte da população do nosso planeta. O que entra é justamente neste debate sobre perdas e danos”, disse Marina Silva, em sua fala inicial.