Movimentos sociais de luta por direitos das mulheres realizam ato “Todas as Mulheres Vivas” em Petrolina no dia 7 de março
No próximo 7 de março, às 9h, no Bambuzinho, movimentos sociais, coletivos, entidades religiosas, culturais e instituições de ensino realizam o ato “Todas as Mulheres Vivas”, marcando o mês de luta das mulheres em Petrolina.
A mobilização acontece em um cenário preocupante. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023, o Brasil registrou mais de 245 mil casos de lesão corporal por violência doméstica e 1.437 feminicídios no último ano. Pernambuco segue entre os estados com altos índices de violência contra mulheres.
Em Petrolina, onde as mulheres representam mais da metade da população, a ausência de dados consolidados sobre violência de gênero também é motivo de preocupação. A Lei Municipal nº 3.261/2019, que criou o Dossiê Mulher, instrumento destinado a organizar e divulgar dados sobre violência contra mulheres no município, ainda não foi implementada pela gestão municipal, o que dificulta o planejamento de políticas públicas eficazes.
Diante desse contexto, o ato “Todas as Mulheres Vivas” surge como um chamado coletivo da sociedade civil ao poder público para fortalecer ações concretas de prevenção, proteção e enfrentamento à violência de gênero. Entre as pautas defendidas no ato estão o fim da escala 6×1, a garantia de políticas públicas de moradia, mobilidade, educação, saúde, emprego e dignidade para todas as mulheres, além da cobrança para que a gestão municipal assuma o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, lançado pelo governo do presidente Lula, fortalecendo a luta contra a violência de gênero no município.
Na ocasião, será lançado um manifesto elaborado coletivamente pelas entidades organizadoras, reunindo as principais reivindicações do movimento. A programação contará com apresentações culturais, sorteios, intervenções artísticas, falas públicas, panfletagens e momentos de mobilização, reafirmando o compromisso com a vida, a dignidade e os direitos das mulheres.
Organizam o ato:
Associação das Mulheres Rendeiras, ONG Cores, União Brasileira das Mulheres, IF Sertão, Universidade Federal do Vale do São Francisco – Univasf, Fórum de Igualdade Racial de Petrolina – FIRP, Vereador Professor Gilmar, Casa das Mulheres Cordelistas, Templo Religioso Dona Colondina, Ilê Oka Oyá Sultão das Matas, Grupo Mandalas, PT/Petrolina, Coletivo Mulheres de Bamba, Projeto Eu Tenho Fé na Capoeira e Projeto Sou Periferia.









