Pré-campanha esquenta e escancara velhas práticas da política
Como já dizia Roberto Carlos, “pode vir quente que eu estou fervendo” — e é exatamente esse o clima da pré-campanha. Um período em que muitos aparecem, discursos se multiplicam e, infelizmente, algumas posturas se repetem.
Com mais de 30 anos de vivência na política, sigo acreditando que tudo deve ser construído com diálogo, respeito e coerência. Mas o que se vê, muitas vezes, é o oposto: assessores que nunca responderam uma mensagem sequer agora surgem com sorrisos prontos; políticos de “linha dura” reaparecem com apertos de mão ensaiados.
Enquanto isso, sigo observando. Observando passos, movimentos e, principalmente, comportamentos. Já é possível enxergar, inclusive, quem se acha sentado no trono antes mesmo do tempo.
A verdadeira política não acontece apenas nos gabinetes ou nas telas de TV tão cortejadas por alguns. Ela nasce na base: na comunicação da ponta, no rádio, no blog, nos grupos de WhatsApp — onde o povo fala e é ouvido de verdade.
Falo com propriedade de quem já foi candidata a vereadora e a deputada federal, de quem já atuou como assessora e diretora, e que hoje se orgulha de ser professora, radialista e blogueira. Com meu jeito simples e humilde, sigo firme.
E como sempre acontece, de quatro em quatro anos, muitos que ignoraram antes vão bater à porta. Resta saber quem chega com verdade — e quem vem apenas cumprir o velho roteiro da política.









